1. Baiacu (Fugu) 

Por quê: os órgãos do peixe contêm a toxina tetrodoxina, uma neurotoxina muito potente que causa paralisia muscular dos órgãos respiratórios, levando à morte.

Pode ser consumido? Cru (como sashimi), frito, na forma de bebida (saquê de fugu) ou com o misoshiro (sopa japonesa de peixe).

Local mais comum dos incidentes: Japão, mas também já ocorreram casos no Brasil.

  1. Sapo-boi (Cururu)

Por quê: as grandes glândulas venenosas que ficam espalhados pelo corpo do sapo-boi têm vários tipos de bufotoxinas que podem causar desde alucinações e envenenamento leve até a morte se consumido em grande quantidade.

Pode ser consumido? É contra-indicado, principalmente os mais jovens que não se reproduziram ainda, pois são mais letais.

Local mais comum dos incidentes: América Central, do Sul e África.

  1. Akee

    Por quê: as sementes dessa fruta típica da África Ocidental são tóxicas por conterem uma substância chamada hipoglicina. Ela causa vômitos, náuseas e, em casos mais graves, desidratação, coma e até mesmo a morte.Pode ser consumido? Quando a fruta estiver totalmente madura (aberta) somente a parte branca da base da semente pode ser consumida, preferencialmente cozida.

    Local mais comum dos incidentes: Jamaica e países da América Central.

  2. Sannakji (polvo cru vivo) 

Por quê: como o molusco é cortado ainda vivo e servido cru, suas ventosas ainda ficam ativas por um período após a morte. Por isso há riscos de sufocamento, já que elas podem se prender na garganta do indivíduo.

Pode ser consumido? Basta mastigar bastante para garantir que nenhuma ventosa fique intacta para se prender no fundo da sua boca.

Local mais comum dos incidentes: Coreia do Sul. Outros países orientais como Japão e China também apreciam a “iguaria”.

  1. Amêijoas de sangue 

Por quê: como são fervidas por meros 20 segundos e servidas em seguida, podem conter diversas bactérias causadoras de doenças como hepatite A, febre tifóide e disenteria.

Pode ser consumido? Como não dá para saber se a amêijoa escolhida estará infectada e o cozimento precisa ser breve, é melhor não arriscar.

Local mais comum dos incidentes: China.

  1. Hákarl

    Por quê: tradicional da Islândia, o prato é feito com um peixe originário da Groêlandia que fica curando pendurado durante quase seis meses. Até aí nada demais, certo? O problema é que a espécie desse tubarão não tem trato urinário, então, todos os excrementos são filtrados pela carne e pela pele. Inclusive toxinas.Pode ser consumido? Cru com certeza não.

    Local mais comum dos incidentes: Groelândia e Islândia.

  2. Casu Marzu 

Por quê: muito apreciado no sul da Itália, o formaggio marcio é um queijo pecorino que durante o processo de fermentação fica descoberto. Isso permite que moscas botem ovos e larvas se instalem no queijo – e ele é consumido exatamente assim. As larvas podem perfurar o intestino humano e causar dores abdominais intensas.

Pode ser consumido? Poder pode, mas você corre o risco de sofrer essas perfurações.

Local mais comum dos incidentes: Itália (Sicilia).

  1. Água-viva de Nomura (Echizen Kurage)

    Por quê: ela possui toxinas que são usadas como forma de proteção. Além disso, elas costumam ser encontradas no atum no Japão – por isso a água-viva virou uma iguaria.Pode ser consumido? Sim. Basta remover as partes tóxicas e cozinhar muito bem.

    Local mais comum dos incidentes: Japão.

  2. Pangium edule

Por quê: a tradução literal do nome é “a fruta que nauseia”. O responsável por essa sensação nada agradável é o cianureto de hidrogênio: um poderoso veneno com teor explosivo.

Pode ser consumido? Existem duas maneiras de comer a fruta: fervendo sem a casca e depois colocando na água gelada ou depois de fervida e enterrada em folhas de banana e cinzas por um mês.

Local mais comum dos incidentes: Sudeste asiático.

Wikimedia Commons

  1. Fesikh

Por quê: o prato que celebra o festival Shem el-Nessim é um peixe fermentado que só pode ser consumido depois de ficar secando durante um ano. Isso porque foram encontrados vestígios da bactéria Clostridium botulinium, que bloqueia a liberação de uma substância chamada acetilcolina e leva à uma paralisia flácida.

Pode ser consumido? No Egito esse tipo de peixe requer um prepato especial e tradicional, passado de geração para geração (eles inclusive têm um nome para a profissão: fasakhani). As intoxicações normalmente ocorrem porque o alimento não tem seu período de cura respeitado e não é preparado corretamente.

Local mais comum dos incidentes: Egito.

Fonte: Exame

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