Mudanças climáticas, escassez de água e de terras cultiváveis, pragas…A lista de ameaças ao sistema global de produção de alimentos é vasta. E quando esses fatores que prejudicam a oferta combinam-se a uma população e demanda crescentes, surge a receita para desequilíbrios e choques de preços.

Estes efeitos negativos afetam os países de formas diferentes. Por exemplo, se os preços dos alimentos duplicassem, a China seria o país que mais perderia em valores absolutos: 160 bilhões de dólares, o equivalente ao total do PIB da Nova Zelândia. Índia enfrentaria a segunda maior perda de PIB:  49 bilhões, praticamente uma Suécia.

A projeção vem de um novo relatório publicado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) e a Rede Global da Pegada Ecológica (Global Footprint Network), que avalia quais países enfrentam os maiores riscos econômicos frente ao impacto de uma duplicação dos preços mundiais dos alimentos.

Ele traz uma tabela que classifica os países de acordo com os efeitos potenciais de um choque na produção de alimentos sobre seus PIBs. Em termos de perda percentual, os cinco países que mais seriam afetados estão na África: Benim, Nigéria, Costa do Marfim, Senegal e Gana.

O relatório foi publicado em colaboração com a Cambridge Econometrics, consultoria independente especializada em análises de dados econômicos, e outras instituições financeiras.

O estudo também avaliou o efeito de uma alta global sobre o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que mede a variação de preços de um conjunto fixo de bens e serviços componentes de despesas habituais, como os gastos com alimentos.

Fonte: Exame

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