Amigos leitores, andei sumida, mas voltei com um texto super bacana e muito interessante pra vocês.

Sabemos que o Brasil é povoado por diversas etnias, não é mesmo? Mas será que eles trouxeram consigo sua alimentação raiz e suas sobremesas clássicas?

A resposta é: sim!

E não poderia ser diferente, não é mesmo? Imaginem só: quando viajamos por um longo período de tempo, não ficamos com desejo das comidas da nossa terrinha? Pois bem, imaginem os povos que mudam de país! Eles não sentem apenas saudades, eles sentem necessidade de comer sua própria comida. A comida que não alimenta apenas o corpo físico, mas sacia o mais profundo desejo da alma.

Sabemos que nosso país foi descoberto por portugueses em 1500 e com eles vieram muitas tradições e comidas típicas. Eles vieram para cá com o objetivo de dar início ao plantio de cana-de-açúcar. Com eles trouxeram delícias como: Pastel de Belém ou de Nata, Travesseiro de Sintra, Queijada, entre outros.

Em decorrência do tráfico negreiro, entre meados do século XVI até a sua extinção, em 1850, muitos africanos foram trazidos para cá na condição de escravos e, com eles, muitas culturas e tradições. Um exemplo clássico é a nossa feijoada. Sim, ela é herança dos africanos. Não, ela não é nossa. A feijoada era um prato que os africanos faziam com a sobra das carnes. Apenas fizemos algumas mudanças, mas a receita e a técnica foram herdadas dos africanos.

O Brasil, em meados do século XIX, recebeu muitos imigrantes que buscavam melhores oportunidades.

No começo da década de 1820, imigrantes suíços se estabeleceram na cidade de Nova Friburgo (estado do Rio de Janeiro), e nesse mesmo período alemães começaram a chegar a Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Ambos trabalharam no setor agrícola. Trouxeram consigo heranças como Strudel de Maça, Stollen, Brezel entre outras.

Não podemos deixar de citar os italianos que vieram em grande quantidade ao Brasil, mais especificamente para São Paulo, a fim de trabalhar no comércio ou na indústria e, claro, na lavoura de café. Café esse que nos faz lembrar de uma sobremesa super típica: o Tiramisù, feito com queijo mascarpone, café, biscoito champagne e chocolate.

Já os japoneses começaram a adentrar em nosso país por volta de 1908. Maioria com o mesmo objetivo: lavoura de café. Trouxeram consigo a tão única gastronomia japonesa e suas técnicas.

Não podemos esquecer dos espanhóis e franceses também. Quem aí não é fã de churros? Sim, essa gostosura é herança dos espanhóis. Fizemos algumas mudanças, mas sim: eles são espanhóis. Sem falar no mil folhas, super crocante com o creme levinho que nos faz ir até os céus. Essa delícia foi trazida pelos franceses.

Nosso Brasil é muito grande, com muitos povos diferentes e muitas histórias interessantes para contar.

Tantas heranças, tantas técnicas e ingredientes que desconhecemos, não é mesmo? O melhor mesmo é termos a cabeça e o paladar aberto para que possamos experimentar e desfrutar dos diversos sabores que nos são apresentados.

Espero que tenham gostado e até a próxima.

Julianna Couto é empresária, confeiteira e amante da cozinha, pós-graduada em Gestão em Negócios de Serviços em Alimentação, com especialização em Confeitaria na renomada escola Le Cordon Bleu e graduação como tecnóloga em Gastronomia. Também se formou em cursos de decoração e pinturas de bolos – feitos fora do país – além de ser proprietária da charmosa Petite Pâtisserie, confeitaria especializada em bolos e doces para casamento e festas.
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