Boa tarde, pessoal! É um prazer enorme vê-los aqui novamente e saber que curtiram o nosso encontro. Hoje, vamos falar um pouco sobre esse nosso início num mundo novo das cervejas.

O nosso paladar muda muito. Ao longo do tempo, vamos aprendendo e descobrindo sensações novas, nos acostumando e percebendo paladares de formas diferentes. Por isso, vou fazer o meu melhor para que tenhamos uma experiência incrível, mas também vou dividir com vocês uma experiência ruim que tive.

Assim que comecei a beber cervejas especiais, fazia minhas escolhas pelo nome que eu achava mais legal, pelo rótulo mais bonito e pelo que o mercado próximo da minha casa ou o barzinho tinha a oferecer. Resumindo: tive encontros incríveis e terríveis. Mas calma. Estou aqui para te ajudar, para que isso não aconteça com você, afinal, estamos juntos nessa caminhada.

Vamos começar do princípio. Nessa empreitada, minha mãe me ajudou muito, foi minha juíza, testadora oficial e companheira. Primeira dica que dá certo e já foi comprovada pela coroa: na dúvida, vá pela cor. Quanto mais clara a cerveja, mais “tranquila”. Mas atenção, as IPAs não entram nessa regra. As cervejas possuem um escala de amargor e nós não somos obrigados a seguir, mas vale comentar que não seguir essa escala pode prejudicar o sabor.

Uma cerveja mais forte pode atrapalhar o sabor de uma mais suave. A minha experiência ruim foi com um irmão. Nós paramos em um quiosque de shopping e começamos a escolher as cervejas – meio que aleatoriamente – “esse rótulo é maneiro, dá pra pagar…”. Pronto, cerveja escolhida. No começo, até deu certo. Mas em um momento, pedimos uma Punk IPA (a cerveja é extremamente amarga. Ela é sensacional, mas logo no começo pode te assustar um pouco).

Foi o que aconteceu comigo. Eu detestei a cerveja naquele momento e isso é normal. Há um tempo atrás, os bombeiros ganharam uma caixa de IPA e pensaram que estava estragada porque era amarga demais. Então, calma. Talvez, ainda não seja a melhor hora para provar uma cerveja assim. Minha dica de hoje é beber uma Pilsen de verdade.

O nome Pilsen, que a gente bem conhece aqui no Brasil, vem da cidade de Plzeň, na República Tcheca. Se um dia eu conhecer um cara de lá vou dar um abraço nele. Os caras criaram uma cerveja sensacional, tanto é que é a mais consumida no mundo todo. Então, vamos começar por ela?

Pilsen é um estilo e existem várias, quase todas as cervejarias criam sua própria versão. Mas, tem uma coisa: cervejas industriais não valem nessa nossa brincadeira, ok? Tem que ser puro malte, ou seja, não pode ter ingredientes como milho na composição.

Uma outra opção são as Witbier. São cervejas claras de trigo e bem frutadas, de origem belga e que são bem suaves e surpreendentes. Na moral, prove as duas e tire as suas conclusões, afinal, a vida é feita de descobertas.

Ah, quase me esqueci! Existem várias escalas de cervejas, mas vamos falar só de amargor hoje. O indicador se chama IBU – International Bitterness Unit (Unidade de Amargor Internacional). Quanto maior o indicador, mais amarga será a cerveja. Comece pelas mais suaves, ok? Uma Wit (Witbier) não passa de 20 IBU. É mais ou menos essa marca limite para o nosso começo.

De resto, descubra e permita-se essas descobertas. Vamos continuar nossas conversas e nos encontramos por aí.

Obrigado por dividir esse momento comigo e não deixe de comentar suas experiências conosco. Vou ficando por aqui. Em homenagem ao artigo, vou terminar de beber uma Pilsner Urquell.

Um forte abraço e até a próxima!

Este artigo foi escrito por Pedro Carvalho, colunista do Portal FoodJobs. Nosso mestre cervejeiro veio para mostrar, por meio de seus artigos, as mudanças culturais do Brasil nos últimos anos em relação às cervejas, principalmente, no que diz respeito a alteração no hábito dos brasileiros – além de dar as melhores indicações e orientações para consumo.
Para ler mais artigos deste colunista, clique aqui.
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